Imagine o seguinte cenário: acorda depois de uma boa noite de sono, toma um excelente pequeno-almoço e a viagem para o trabalho decorre sem problemas. Mas, ao chegar, é chamado pelo seu responsável e informado de que vai perder o emprego.
Mesmo quando fazemos o melhor possível para manter controlo sobre a nossa vida, existem acontecimentos que escapam completamente ao nosso controlo. Estas experiências dolorosas – que podemos chamar de “crises” – fazem parte da condição humana. Em diferentes momentos da vida, todas as pessoas irão sentir sofrimento emocional intenso, como tristeza profunda, medo, raiva, vergonha ou desespero.
É aqui que entram as competências de tolerância ao mal-estar.
A tolerância ao mal-estar corresponde à capacidade de lidar com sofrimento emocional real ou percebido sem reagir de forma impulsiva, destrutiva ou desorganizadora. Independentemente de a situação ser mais grave ou aparentemente pequena, a forma como a pessoa tolera o desconforto influencia profundamente a maneira como responde à crise.
As competências de tolerância ao mal-estar ajudam a desenvolver essa capacidade. O objectivo não é eliminar imediatamente a dor emocional, mas aprender a atravessá-la de forma mais segura, consciente e eficaz, até que o momento de crise diminua de intensidade.
